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Mahindra MOV

A Mahindra está trazendo ao mercado o novo MOV. A sigla significa Mahindra Off-road Vehicle e faz parte da nova estratégia da marca indiana para vender o modelo por aqui: enquadrá-lo na categoria dos utilitários. Esteticamente não há nenhuma diferença entre o SUV anterior e este, pois foram alterados apenas o motor e alguns ajustes da suspensão traseira.

O estilo adotado na cabine divide opiniões pela simplicidade

A marca aposta na capacidade do produto em unir as vantagens de duas categorias: a robustez e a valentia de um utilitário com o conforto e a versatilidade de um SUV. O problema é que, na prática, o resultado dessa soma acaba deixando a desejar tanto para aqueles genuinamente aventureiros quanto para os consumidores de perfil essencialmente urbano.

Disponível por R$ 97.900, é difícil não se desapontar com a falta de capricho no acabamento do Mahindra. São diversas peças de plástico que não transmitem impressão de qualidade, tampouco sofisticação pelo preço que a marca cobra. Não é difícil encontrar rebarbas e peças mal encaixadas pela cabine, o que permite imaginar prováveis fontes de ruído interno.
Ainda sobre a vida a bordo, o MOV também peca pela ergonomia. A posição elevada de dirigir não pode ser ajustada e, para obter uma posição confortável de uso dos pedais, a distância em relação ao volante acaba penalizada. As alavancas do câmbio e do freio de estacionamento também não têm o acesso ideal, por estarem distantes, assim como os comandos dos vidros (no console central) e de ventilação/ar-condicionado.

Falhas como esta na parte interna da coluna A são comuns por toda a cabine

Outro aspecto que deixa a desejar é o motor 4 cilindros turbodiesel. Gerando 120 cv e 29,5 mkgf, ele se mostrou subdimensionado para movimentar o veículo de 1.935 kg. Basta dizer que o Mahindra precisou de 17s6 para acelerar de 0 a 100 km/h. E mesmo na retomada de 60 km/h a 120 km/h em 4ª marcha, em que se esperava que ele se saísse melhor (por conta do motor a diesel), o resultado não foi bom: 20s7.

Da mesma forma, a dirigibilidade do MOV não inspira confiança. Muito mole, a suspensõe privilegia o conforto em pisos acidentados e compromete a estabilidade em velocidades mais altas ou em curvas acentuadas. Por fim, até mesmo os freios merecem atenção, pois provocam alguma instabilidade direcional nas frenagens de emergência. É preciso melhorar.

Espaço traseiro na última fileira é bastante limitado para um adulto

Ficha técnica:

Motor disposição/número de válvulas: 4 cilindros, longitudinal, turbodiesel, 8V
Cilindrada (cm³): 2.179
Potência (cv): 120 (D) a 4.000 rpm
Torque (mkgf): 29,5 (D) a 1.600 rpm
Câmbio: manual, 5 marchas
Suspensão (dianteira/traseira): independente/multibraço
Peso vazio/cap. máx. de carga (kg): 1.935/600
Porta-malas (litros): 120
Peso rebocável (kg) (sem freio): 750
Tanque de combustível (litros): 56
Pneus (veículo testado): Bridgestone Dueller 235/70 R16
Comprimento/largura/altura (mm): 4.320/1.775/1.916
Entre-eixos (mm): 2.680

Nossas medições:

0-60 km/h (m): 6,1 (61,9)
0-80 km/h (m): 10,8 (153,9)
0-100 km/h (m): 17,6 (325,3)
0-120 km/h (m): 27,6 (629,8)

Retomada

40-100 km/h em 3ª marcha: 13,4
60-120 km/h em 4ª marcha: 20,7
80-120 km/h em 4ª marcha: 13,7

Consumo cidade: 9,1 km/l (diesel)

Consumo estrada:12,2 (diesel)

Consumo médio (PECO):10,4 (diesel)

Preço do modelo avaliado: R$ 97.900

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