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Logan enfim recebe novo visual e câmbio CVT de Captur para encarar os sedãs das linhas Onix e HB20

A reestilização de Logan e Sandero era aguardada há, pelo menos, 1 ano – a segunda geração da dupla estreou por aqui em 2014. A mudança, porém, só aconteceu em julho passado, com alterações no visual e a chegada do aguardado câmbio CVT. A renovação chega quase que paralelamente à mudança completa de dois nomes fortes no segmento de compactos: Onix e HB20. Será o suficiente?

Na dianteira, o Logan recebeu o mesmo para-choque e faróis com luzes de rodagem diurna em LED do Sandero. Ao contrário do hatch, a traseira não trouxe mudanças nas lanternas ou estamparia da tampa do porta-malas. Nas versões CVT, somente o para-choque de trás é novo, com apliques plásticos na base que acompanham os das caixas de roda.

Por dentro, os bancos dianteiros são novos e abrigam os airbags laterais de série, como no subcompacto Kwid. Completam o pacote de alterações o volante de desenho inédito e o painel de porta do motorista, que agrupa os botões de acionamento dos vidros traseiros (anteriormente, ficavam no painel).

A versão testada por nós é a topo de linha Iconic, tabelada a R$ 72.090. Por este valor, traz controles de estabilidade e tração, assistente de saída em rampas, ar-condicionado automático, central multimídia de 7 polegadas, câmera de ré, faróis de neblina, retrovisores elétricos, controle de cruzeiro e limitador de velocidade, rodas de 16 polegadas, bancos em couro, sensor de chuva e faróis com acendimento automático.

O motor 1.6 16V da família SCe produz 118/115 cv (E/G) de potência e 16 kgfm de torque com qualquer um dos combustíveis. O câmbio CVT X-Tronic é o mesmo utilizado em outros modelos da aliança Renault-Nissan (como Captur, Duster e Kicks) e possui simulação de seis marchas.

Na pista, o Logan CVT acelerou de zero a 100 km/h em 12s4 – para efeito de comparação, a versão com o 1.6 SCe e câmbio manual foi 2s2 mais rápida. A suspensão elevada em 40 mm na comparação com as versões manuais faz a carroceria rolar mais em curvas. Por outro lado, na cidade o sedã lida muito bem com nosso asfalto lunar e passa longe de raspar em valetas ou rampas de garagem.

O principal ponto forte do Logan continua a ser o espaço interno. Graças aos 1.730 mm de largura e 2.635 mm de distância entre eixos, na cabine os ocupantes não passam aperto. Também há volume generoso para bagagens, com 510 litros no porta-malas.

Entretanto, falta refinamento para um modelo posicionado na faixa dos R$ 70 mil: a central multimídia possui tela opaca (que piora a visão), as portas trazem parafusos aparentes e o quadro de instrumentos tem o mesmo grafismo desde 2014 – e deve o repetidor digital do velocímetro. Detalhes que poderiam passar batidos alguns anos atrás, quando não existia a artilharia de rivais como Volkswagen Virtus e Fiat Cronos, além dos novos Hyundai HB20S e Chevrolet Onix Plus.

Ficha Renault Logan

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